Uma visão não ortodoxa sobre marketing no Facebook e outras redes sociais

Uma visão não ortodoxa sobre marketing no Facebook e outras redes sociais

Você gostaria de ser mais visto e notado nas redes sociais sem precisar pagar por suas publicações? Gostaria de gerar mais visibilidade, engajamento e até conversão dedicando apenas alguns minutos por dia? Esta leitura vai te ajudar!

Este é um post de insights. Meu objetivo aqui é inspirar você a ter ideias criativas para uma comunicação mais precisa na hora de fazer marketing no Facebook e em outras mídias sociais. São dicas que vão te ajudar a gerar atenção, interação e até vendas de forma orgânica, produzindo conteúdo criativo e poderoso na rede.

Mas fique sabendo que não vou te entregar fórmulas prontas. O que proponho aqui é baseado em minha própria experiência, depois de publicar por mais de 2 anos quase que diariamente no meu perfil. Aliás, é bom começar falando sobre ter um perfil profissional no Facebook…

Meu perfil é profissional

marketing no facebook

O uso do perfil Facebook para o marketing digital ganha cada vez mais peso e por isso é preciso prestar muita atenção no conteúdo que você publica.

Diferente da fanpage, onde você precisa impulsionar os posts para alcançar mais pessoas, o perfil no Facebook permite que mais pessoas leiam e interajam com seus posts de forma orgânica.

Por isso afirmo que um perfil profissional é uma grande vitrine da sua marca pessoal, e por isso mesmo, saber como publicar um bom conteúdo é essencial para a construção da sua imagem profissional na web.

Antes de tudo, é importante para seu marketing no Facebook que você estabeleça uma comunicação condizente com os seus objetivos profissionais. Comece colocando uma imagem de capa e de perfil para que o impacto visual do seu perfil seja positivo.

Coloque suas informações biográficas e profissionais seja criativo na apresentação, explicando de forma direta o que você faz. Essa é uma forma de fazer as pessoas saberem mais de você, pois muitas delas vão ficar curiosas e vão querer ir até o seu site depois que ler seus conteúdos.

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E essa linha editorial aí?

Certa vez, um parceiro de negócios me enviou ideias de pautas para conteúdo de um de seus projetos. Ele estava com dúvidas se os assuntos faziam ponte entre si. Eram temas variados, mas que, de certa forma, combinavam. O medo dele era acabar abrindo muito os assuntos e acabar errando a estratégia.

Respondi a ele que é bom ter cuidado sim, mas expliquei que, nesse caso, especificamente, a ideia poderia dar certo e que, claro, seria bom testar. Citei que no meu perfil profissional no Facebook, além de marketing, eu falo sobre assuntos do cotidiano, e não apenas sobre marketing.

Posso estar falando de bacon agora, na hora seguinte sobre música e mais à frente sobre uma campanha de marketing que deu certo. Funciona para mim, principalmente, porque não tenho apenas clientes e parceiros de negócios me seguindo, mas estou conectado a gente de todo tipo.

Claro que existe um filtro. Nem tudo o que eu penso, eu posto. E, acredite, tudo o que é publicado passa por tal filtro e é pensado estrategicamente. Tem gente que prefere alguns assuntos polêmicos abertamente, por exemplo, por causa do estresse que pode surgir.

É prudente.

Mas eu decidi não me abster de falar sobre tais assuntos, se acho que posso agregar, de alguma forma. Seth Godin diz algo interessante:

As pessoas que conseguem espalhar suas ideias – independentemente de que ideias sejam – vencem.

Claro que não dou palpite sobre tudo, e não trato sobre todo tipo de ideia. Tenho meus limites intelectuais, no entanto, sobre o que eu tenho o mínimo de conhecimento, falo com liberdade e propriedade, sempre usando as melhores palavras, ou não.

Estou plenamente satisfeito com os resultados disso.  Aliás, tão satisfatório quanto ter pessoas reconhecendo seu trabalho e te contratando, é ter pessoas mudando a mentalidade, ou ao menos olhando as coisas por outro lado por causa de suas ideias. Isso dá mais sentido ao meu oficio.

É impagável ler que alguém mudou alguma ideia depois de ler o que você escreve.  Não tem preço ouvir de alguém que o que você escreveu o fez sentir vontade de seguir em frente. Inexplicável receber o depoimento de alguém que tirou uma ideia de negócio da cabeça após ler um post motivacional seu.

Se você cria conteúdo com amor, ética e bom senso, tudo flui. Lógico que tudo tem um peso e exige responsabilidade. Mas é você quem decide qual tipo de preço quer pagar.

É uma questão estratégica, sempre…

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Tratar de assuntos do cotidiano é uma estratégia de marca pessoal. Quando elaborei meu branding e meu plano de marketing no Facebook e outras redes sociais, decidi me comunicar dessa forma. Essa é uma maneira de não parecer chato e intrusivo, se restringindo a fazer divulgações sobre serviços ou produtos.

No entanto, sei que funciona dessa forma porque uso minha imagem pessoal, e por isso as pessoas acabam se conectando com os posts mais facilmente. O mesmo poderia não ser tão funcional para uma marca corporativa, por exemplo. É uma outra abordagem, outra vibe.

A variação de assuntos também tem a ver com as inúmeras funções: hora eu publico como escritor, hora como profissional de marketing, hora como pessoa e por aí vai. Mas tudo, de alguma forma, acaba levando ao meu trabalho e me ajudando com meus objetivos.

Diferente do meu blog e do canal no YouTube, onde eu me limito a falar sobre marketing de conteúdo e só. Aqui e lá é assim que tem dado certo. Esse é um exemplo de que sua estratégia de marketing e posicionamento deve ser flexível e combinar com o canal onde você se comunica.

Em resumo, para fazer marketing de conteúdo que funciona, você precisa saber o que publicar, onde publicar, para quem publicar e quando publicar. Quando você acerta todos esses pontos, as coisas fluem naturalmente e com resultados. Mas saiba que para chegar ao ponto ideal, só por meio de apostas, testes, mensuração, acertos, criatividade, consistência e uma boa dose de disciplina.

Por isso…

Cuidado com o que você publica

Tudo bem, você já viu que eu não esquento muito com essa coisa de “politicamente correto”, mas é claro que eu tomo cuidado com o que publico. Quando trato de “assuntos polêmicos”, não faço no intuito de ofender e segregar. Nada do que eu posto é aleatório e na intenção de ofender alguém. Lembra do filtro?

Outra dica diz respeito ao conteúdo compartilhado em sua timeline, é evitar passar para frente qualquer tipo de coisa que apareça. Esse é talvez o pior erro que você pode cometer em seu marketing no Facebook e em outras redes sociais. Não saia compartilhando qualquer vídeo, foto ou notícia. Isso é ruim.

Da mesma forma que agimos profissionalmente quando estamos gerenciando uma campanha de marketing digital, você também deve ter uma diretriz editorial para suas postagens. Posts espontâneos são legais, mas quando fazemos marketing no Facebook, a coisa funciona ligeiramente diferente. Cada postagem em seu perfil é uma peça do seu Branding, portanto, deve ser orientada neste sentido.

Não banque o chato o tempo todo

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Tudo bem, já fui crítico algumas vezes, mas percebi que a só criticar é um problema. Há tantas coisas legais para se falar e acho bem mais legal motivar as pessoas do que só publicar pensamentos opiniões negativas.

A natureza da má notícia contagia o anunciador. Existe uma tendência, humana, natural, de não se gostar da pessoa que fala coisas desagradáveis. Ou seja, o simples fato de a pessoa transmitir, mesmo não sendo ela a causadora, faz surgir aversão.

É inevitável para um comunicador transmitir mensagens desagradáveis, já que a verdade nem sempre é positiva. Mas o homem que dedica seu ofício a somente falar de coisas negativas, não será bem visto.

Por isso evite publicar coisas como críticas e reclamações o tempo todo. As pessoas que fazem disso um hábito, acabam levando fama de “Facechatos” e passam a ser evitados pelas pessoas que as seguem, quebrando assim a cadeia de relacionamentos que você busca nas mídias sociais.

Do ponto de vista profissional, esse é o tipo de perfil que não agrada aos seguidores, pois passa uma imagem de pessoa sem capacidade para enfrentar desafios e vencer os obstáculos que surgem no dia a dia. Não vejo problema em ser crítico uma vez ou outra, mas se sua linha editorial for sempre baseada em coisas negativas, você vai mais afastar do que atrair pessoas.

O Facebook, lugar onde se ganha clientes e se ajuda pessoas

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O Facebook tem sido um ótimo canal de relacionamento com clientes. Lembro que um pouco antes de escrever este artigo, fechei com três novos contratantes que me conheceram e interagiram por lá. Se interessaram pelo meu trabalho mesmo eu tratando de assuntos ‘polêmicos’ e não apenas falando sobre marketing.

Se você consegue usar as redes sociais com equilíbrio, elas podem ajudar em diversos sentidos, da vida pessoal aos negócios. É só não esquecer de incluir na receita, verdade, transparência, ética e compromisso. Aliás, honestidade é um bom termo também, e vou falar sobre ele mais à frente.

Além dos contratos propriamente ditos, tenho a chance de ajudar pessoas de todos os tipos e idades. Separei alguns testemunhos que recebi no Facebook entre 2016 e 2017 para você ter uma ideia do poder de uma mensagem sincera e bem-pensada:

“Decidi iniciar meu negócio de culinária após ler um post seu sobre iniciativa. Percebi que posso começar agora.” – Eduardo, amante de culinária e interessado em empreendedorismo.

“Depois que li você dizendo que vivia de conteúdo, resolvi virar redator.” – Jamilson, deficiente visual que nasceu com dom de se comunicar através da escrita.

“Ontem você me disse que eu poderia vender. Acabei de me cadastrar na Mary Kay.” – Maria, musicista que viu sentido em se tornar vendedora.

“Após ler seus textos, não estou mais tão certa sobre minha ideologia política. Você desconstruiu muita coisa na minha cabeça”. – Camila, uma jovem cheia de boas intenções.

“Domingo vou retornar à fé. Sua mensagem tem grande contribuição nisso”. – Carlos, redator que estava afastado de alguns caminhos do amor.

Isso é o que dá sentido ao que faço. Mais do que levar visitas a blogs e facilitar as vendas em sites, produzo conteúdo para tocar as pessoas, motivá-las e inspirá-las, se for possível. Mas a essência disso é o que realmente importa. Sou apenas um mensageiro. Vou fazer isso pelo resto da minha vida, de uma forma ou de outra, e serei grato a todos que me leem.

Mas, claro…

Uma dose de treta não faz mal a ninguém

marketing no facebook

Certa vez, me deparei com um anúncio de um evento de social media que “prometia” ensinar a evitar tretas na internet. Interessante, mas acho impossível. A não ser que você decida pousar sempre de bom moço e se render ao politicamente correto. O quer dizer, em outras palavras, abrir mão de quem você é para agradar a uma patrulha bizarra que nunca dorme.

A internet é um lugar maravilhoso, cheia de campos férteis com sites de conhecimento e conteúdo bacana para se consumir. Mas um pedaço dela é cheio de intrigas, brigas e discussões. Aliás, as redes sociais é um desses terrenos.  Se você está procurando fazer marketing no Facebook ou em outra mídia, fique sabendo que não há como mudar isso.

São milhares de cabeças completamente diferentes com o poder de digitar qualquer besteira que se queira, sem limites. Não tem jeito, uma hora a “treta” chega em você. Lembra daqueles bate-bocas que, na época da escola, quando ocorriam, aparecia aquela roda em volta dos participantes entoando “Ih, ih, ih”? Ou daquelas brigas que surgiam do nada na rua e a gente corria para janela para assistir de camarote?

Então, a gente vive e “evolução” disso. Só que agora gente fica atrás da tela curtindo, comentando, interagindo ou pegando a pipoca para ver o circo pegar fogo. É o reflexo da vida real.

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Essas são palavras de quem já evitou muitas tretas, e mesmo assim, acabou ofendendo alguém. O segredo é não passar dos limites, não perder a compostura. Entendido isso, que venham as tretas, para a nossa alegria. Eu se, eu sei, esse não é o tipo de coisa que um profissional de marketing escreveria, mas não quero esconder a realidade.

Não faça marketing no Facebook ou em outro lugar para gerar tretas, mas para vender e conquistar clientes. Porém saiba que as tretas existem e em algum momento vão te encontrar. Uma postura inteligente, sensata e bem-humorada vai te ajudar a lidar com isso.

Esteja preparado para perder seguidores.

Tem um texto bíblico que eu acho muito interessante. Ele conta que grande multidão que andava atrás de Jesus deixou de segui-lo simplesmente porque ele proferiu um discurso mais duro. Veja, a galera presenciava milagres, recebia boa palavra, comia pão multiplicado do próprio filho de Deus, mas quando este os contrariou, eles se ofenderam e se foram.

Se as pessoas já se doíam com discursos naquela época, imagine agora, quando tudo tende ao superficial e raso. Certa vez relatei a uma colaboradora que um sujeito que eu conheci fora das redes sociais, e a quem eu alimentava certa simpatia, desfez amizade no Facebook porque discordamos em algumas ideias. Um dia eu passei pelo sujeito e ele fez questão de não falar comigo.

Numa ocasião, postei um texto falando de marketing, um colega de profissão entendeu como indireta, me bloqueou e fez um “textão” falando coisas nada a ver sobre mim. Quando eu brinco que está “todo mundo chato”, é por essas e outras. E eu digo isso correndo o risco de estar incluído, quem sabe?

Nossos círculos sociais atuais têm como protagonista uma geração frágil, hipersensível, “leite com pera”, que se ofende com qualquer negação e confronto. Gente que não aguentaria um minuto de brincadeira na década de 1990 com os moleques da Rua Guarani ou numa tarde com os primos da família Macedo.

Ninguém precisa negar os perigos do bullying agressivo e nem deixar de reconhecer que há provocações que vão longe demais e causam traumas, mas não podemos fechar os olhos para o fato que está faltando dureza e incentivo à resistência necessária. E olha que nem precisa ser radical, se houver o mínimo de firmeza de ideias e argumentação sobre determinados assuntos, os haters já aparecem com pedras nas mãos. Acostume-se!

“Para viver fora-da-lei, você tem que ser honesto”.

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A frase acima é de uma música do Bob Dylan.

Lembro imediatamente dela quando lembro que, por toda parte nesse mundo chamado internet, há uma essência fora-da-lei, transgressora, quebradora de regras. No mundo digital, em boa parte do tempo, as coisas parecem funcionar mais ou menos como no Velho Oeste, com as regras da lei e da ordem ainda não firmemente estabelecidas. Neste ponto, somente os mais inteligentes e fortes sobrevivem.

Na web é mostrado um lado primitivo que ainda existe na vida interior das pessoas, não que não são aceitas em diversos ambientes sociais e morais. Na internet, vale-quase-tudo. Joga-se o jogo das emoções mais básicas e primárias. E aí está a questão para se destacar ou não: no virtual, há um reflexo do que as pessoas são, na verdade.

Dentro desse contexto, ser honesto faz toda diferença. Você precisa ser verdadeiro. O indivíduo honesto repudia malandragem e a esperteza de querer levar vantagem em tudo. E é isso que o faz ter vantagem sobre os outros. Quer fazer um marketing e engajar pessoas? Seja honesto!

E por falar em honestidade

Há algum tempo escrevi um pequeno conselho para quem faz negócios com o Facebook, e que ficou preocupado com a mudança no algoritmo: sigam os caras que sabem engajar o público de forma orgânica, procurem aprender alguma coisa com eles.

Já faz um tempo que eu acompanho algumas figuras que se destacam pela forma como mantêm suas audiências aquecidas. Fazem isso sem comprarem um milhão de curtidas e impulsionarem seus posts, sendo honestos e certeiros.

Posso citar o Mentor Neto, publicitário e escritor de São Paulo dedicado a crônicas do cotidiano que às vezes parecem realismo fantástico. Neto é autor dos badalados livros “Ódio, raiva, ira e outros prazeres diários” e “Proibido Estacionar – e outras Histerias Urbanas”, mas também se destaca na internet como uma figura de influência.

Suas histórias ganharam espaço nas redes sociais, especialmente no Facebook, conquistando um quase incontável número de fãs e leitores que acompanham diariamente as vivências de um cidadão comum, que usa uma pitada ironia e outra de humor para falar sobre as coisas do dia a dia.

Conteúdo original tem sempre espaço.

Também tem a questão de frequência e, de vez em quando, acertar um texto que acerte o “tempo” dos hypes e memes que estão no ar e no imaginário do usuário de internet. Se você escreve bem, tem bom humor e coloca honestidade naquilo que faz, um único texto consegue milhares de curtidas e atraem centenas de seguidores.  E aos poucos a audiência se amplia. Mas afirmo que não há receita, infelizmente. É mais uma questão de prática.

O que figuras como Mentor Neto fazem de diferente? São escritores. Ou melhor, são ótimos escritores. Sabem criar bons conteúdos orgânicos, pensados para a audiência, que contam boas histórias.  Vá até a página de Mentor e veja como o engajamento dos posts são grandes.

O que você vai levar daqui

Essas são minhas dicas para você fazer marketing no Facebook. Como você percebeu, não é uma visão ortodoxa sobre o tema. Não é um simples apanhando de boas maneiras e muito menos um incentivo a posturas polidas. É algo sobre ser original, ousado, criativo e honesto. Foi olhando dessa forma que eu consegui encontrar um ponto ideal de comunicação com as pessoas no Facebook.

Em suma, seu dever de casa, se quiser ser um bom comunicador nas redes sociais, é aprender a escrever bem ou contratar alguém que escreva. O mesmo vale com vídeos e imagens. Nem só de marketing vive o marketing. Técnicas não são suficientes. É preciso uma essência visceral. E isso, os criadores de conteúdo encontram mais facilmente. Eles sabem que há muitas coisas além do universo de dicas e sacadas. Eles detêm o segredo, mesmo não havendo segredo algum.

Além do mais, para ser certeiro, encare tudo, eu disse tudo, de forma profissional. Não faça coisas aleatórias, pense estrategicamente. Lembre-se que as pessoas gostam de consumir coisas legais, gostam de interagir, de se entreter, não de comprar. Comece a espalhar suas ideias, e caso você faça isso bem feito, vai acabar vendendo muito mais.

PS.: Não se esqueça de deixar um comentário com sua opinião sobre o tema, isso é importante!

About Paulo Maccedo

Analista de Marketing pela Universidade Metodista de São Paulo. Blogueiro, autor e criador de conteúdo. Numa relação séria com a comunicação desde 2010, inimigo declarado do spam e evangelizador fervoroso do marketing de permissão.

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